O Consolador Prometido
Sergito de Souza Cavalcanti
O Consolador é o Espiritismo que se encontra na Terra para moralizar os homens através do esclarecimento da verdade que liberta e salva.1
A promessa de Jesus de enviar o Consolador e porque podemos situar o Espiritismo como esse Consolador prometido
Segundo o capítulo XIV, do evangelho de João, Jesus esteve reunido com os discípulos na última ceia, às vésperas do drama do calvário.
Dentre os assuntos abordados, de portas fechadas, pelo Mestre, nesse derradeiro contato com os discípulos, no chamado Sermão do Cenáculo, prometeu que mais tarde enviaria um Consolador, um Espírito de Verdade que, segundo o texto, ensinaria todas as coisas e faria os homens recordarem suas lições.
Em O evangelho segundo o espiritismo, cap. VI, Allan Kardec se refere a essa passagem evangélica para situar o Espiritismo como o Consolador, cumprindo duas previsões de Jesus:
1ª – restaurar a pureza primitiva dos ensinamentos cristãos que foram negligenciados e deturpados na sua essência, na medida em que o movimento se institucionalizou, gerando o profissionalismo religioso e adotando práticas ritualistas, retiradas do paganismo com o propósito de atrair multidões;
2ª – desenvolver novos conhecimentos que valorizam a moral evangélica, confirmando-lhe a essência, enfaixados em três ângulos que se completam: ciência, filosofia e religião.
Seria grande erro supor que a mensagem do Cristo terminara com sua passagem pela Terra. O Mestre não se limitou a deixar à humanidade seu Evangelho que ilumina os caminhos humanos.
Ele mesmo declarou que não viera ensinar tudo aos homens, que não possuíam ainda as condições necessárias à compreensão do seu aprendizado.
“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas presentemente não as podeis suportar.”
E acrescenta:
Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu pedirei ao meu Pai, e Ele vos enviará outro Consolador a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê; vós, porém, o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, que meu Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e fará que vos lembreis de tudo o que vos tenho dito.”2
Jesus não nos ensinava tudo, pois ainda não tínhamos maturidade para tal. Tornou-se claro que sua mensagem se desdobraria em etapas. O Consolador Prometido complementaria suas lições de há dois mil anos e lembraria tudo o que fosse esquecido ou desvirtuado, restabelecendo as verdades ensinadas.
As religiões tradicionais que se baseiam nos evangelhos cometeram o grave erro de considerar os ensinamentos de Jesus como completos e definitivos, em contraposição às próprias palavras do Mestre.
Esqueceram do papel importantíssimo do Consolador que viria futuramente. Com esse posicionamento, as igrejas denominadas cristãs tornaram imutáveis suas doutrinas. Decorridos os séculos, essas doutrinas foram se desvirtuando, não só diante da verdadeira mensagem crística, mal interpretada em muitas de suas passagens, mas também perante os conhecimentos novos trazidos pela ciência. Apenas os ensinos morais do Cristo permaneceram incólumes.
Para os estudiosos e seguidores do Espiritismo, não há dificuldade de compreensão da promessa do Cristo, já que os acontecimentos mostraram claramente que a doutrina dos espíritos é o próprio Consolador Prometido.
Eis alguns sinais que confirmam não a presunção, mas a certeza da vinda do Consolador com a Terceira Revelação:3
- desde a vinda do Cristo, até meados do século XIX, nenhuma outra revelação significativa apareceu no mundo que tenha completado os Evangelhos e elucidado suas passagens obscuras;
- com O livro dos espíritos (1857) e as demais obras da Codificação, corporificou-se a Doutrina Espírita, a Terceira Revelação;
- a Nova Revelação, obra coletiva, caracterizando o Espírito Santo – os Espíritos do Senhor – tem à sua frente o Espírito de Verdade;
- toda a Nova Revelação se ocupa do Evangelho de Jesus, interpretando-o em espírito e não somente na letra;
- coisas novas são anunciadas pelos espíritos reveladores, especialmente no que concerne à vida espiritual e ao mundo invisível;
- a Nova Revelação está destinada a ficar eternamente com os habitantes deste planeta, o que corresponde às promessas do Cristo;
- a doutrina dos espíritos, além de toda a parte moral dos ensinos do Cristo, é profundamente consoladora, inspirada pelo Espírito de Verdade, representando o Cristo;
- o Espiritismo, doutrina não individual, mas extremamente abrangente, é o resultado do ensino coletivo de muitos Espíritos, orientados pelo Espírito de Verdade;
- o Espiritismo, o Consolador, teve precursores preparadores de seu advento.
A Doutrina Espírita como suprema consolação aos deserdados da Terra
Allan Kardec explica em O evangelho segundo o espiritismo:
O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo: o espírito da Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só ensinou por parábolas. O Cristo disse: “Que ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras e alegorias, levanta o véu propositadamente lançado sobre certos mistérios. Vem, por fim, trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Mas, como se pode ser feliz por sofrer, se não se sabe por que se sofre? O Espiritismo revela que a causa está nas existências anteriores e na própria destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Revela também o objetivo, mostrando que os sofrimentos são como crises salutares que levam à cura; são a purificação, que assegura a felicidade nas existências futuras.
A Doutrina Espírita traz por lema: “Fora da caridade não há salvação”, tendo por finalidade a transformação moral do homem, visando à própria felicidade. Apresenta tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso. Explica o Evangelho de Jesus em toda a sua pureza; consola; orienta e esclarece.
Luz que dissipou as trevas do materialismo, o Espiritismo mostra ao homem os seus deveres para com Deus, para com a sociedade e para consigo mesmo.4
O espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos e, por essa razão, rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso.
É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias; é por isso que muitas coisas que Ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas.
O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade.
A Doutrina Espírita como promovedora da evolução humana
Hoje, passados mais de cem anos dos fenômenos de Hydesville que abalaram o mundo, muitos ainda acham que o espiritismo nada mais é do que uma doutrina de fenômenos em que se pode conversar e pedir ajuda aos mortos. Um grande número de pessoas procura a casa espírita na expectativa de presenciarem fenômenos, isto é, movidas pela curiosidade de verem os espíritos ou de encontrarem uma solução milagrosa para seus problemas. Como, na maioria das vezes, nada vêem ou encontram, saem desiludidos e desencantados. Esses, ainda não se encontram preparados para adotarem o Espiritismo, e a desilusão é perfeitamente compreensível, até esperada. Comparecem muito mais ao centro à procura do passe miraculoso e da água fluidificada, tida, em alguns casos, como verdadeira agüinha milagrosa.
Ao contrário de outras correntes religiosas que têm caráter salvacionista, a Doutrina Espírita promove a evolução do homem. A educação do homem é o cerne da proposta espírita.
Não foi à toa que Kardec, um educador, recebeu a influência de Pestalozzi, que foi seu professor no Instituto de Iverdun, na Suíça. Ser espírita é, pois, na acepção plena da palavra, engajar-se num processo de auto-educação. A grande proposta da doutrina é a da transformação moral pela mudança da conduta com a reformulação de nossas vidas. Por isso Kardec asseverou que: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações.”
Portanto, “a função maior e mais importante da casa espírita é a tarefa de promover os necessitados de toda a ordem da condição de assistidos a assistentes, auxiliando-os na sua espiritualização.”5
A educação do espírito como o cerne da proposta espírita
A educação do espírito é o cerne da proposta espírita, pois quem quer evoluir tem que se educar.
Quem é espírita pratica a caridade da educação em todas as dimensões possíveis: na família, no trabalho e no meio social. É alguém engajado na própria evolução e na evolução coletiva. O destino espiritual do próximo não lhe será jamais indiferente. Não poderá mudar o seu próximo, mas levará, até ao sacrifício, o compromisso de exemplificar o bem, arrastando assim outros seres ao contágio da virtude.
Dar pão, comida e agasalho é bem mais fácil do que educar, mas esse mister é uma solução social muito mais eficaz. A primeira casa espírita no mundo que foi a Sociedade de estudos Psíquicos de Paris tinha um caráter de estudos, portanto caráter pedagógico.
Estudo pormenorizado da passagem evangélica contida em Mateus 2,28-30, intitulada: Vinde a Mim.
No capítulo VI, de O evangelho segundo o espiritismo, intitulado o Cristo Consolador, vamos encontrar a passagem, contida em Mateus (2,28-30), “Jugo leve” que diz:
“Vinde a mim todos vós que andais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei; tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis refrigério para vossas almas, pois meu jugo é suave e leve o meu fardo.”
Prevendo todas as dificuldades e dores que teríamos que enfrentar para nossa evolução, Jesus nos convida a movimentarmo-nos em sua direção dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém irá ao Pai senão por mim.”6
Ele, o caminho da verdadeira vida, está a nos aguardar em todos os tempos, até que o nosso livre-arbítrio nos encaminhe aos seus braços abertos e amorosos.
Na condição espiritual em que nos encontramos, é fácil ouvir e repetir o “Vinde a mim”, mas quão difícil é ir para ele.
Todos os crentes registram-lhe o chamado, mas raros são os que se dispõem a ir ao seu encontro. Nosso Pai de bondade e de sabedoria está sempre de braços abertos a nos esperar na tarefa que só a nós compete realizar, que é a de nossa transformação moral. A doutrina espírita, não é salvacionista e não admite o Jesus Salvador que salva os néscios e invigilantes. Não será através de práticas ritualísticas que ganharemos o Reino dos Céus e, sim, através da reforma íntima, dos esforços que empreendermos para superar o homem velho cheio de erros e viciações.
Em Mateus, capítulo três, encontramos: “Mudai vossa maneira de pensar, porque é chegado o reino dos Céus”. Isso significa, em linguagem espírita, reforma íntima. O espiritismo propõe ao indivíduo um processo de evolução gradativo, mas constante.
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e por isso a sua saga é a perfeição. “Vós sóis deuses e nenhuma de minhas ovelhas se perderá”, afiançou-nos Jesus.
O homem tem, no entanto, que colaborar com Deus na obra de seu crescimento e evolução.Não é por isso uma estátua modelada e acabada pelo buril do estatuário, ao invés é, obra viva. Assim, não é bastante crer na imortalidade da alma, crer na reencarnação, assistir a bonitas reuniões evangélicas. O mais importante é a luta que temos que travar dentro de nós para vencer o homem velho, cheio de erros, defeitos e viciações, a fim de que surja o homem crístico, harmonizado consigo e com a sociedade que o cerca.
Nossos maiores adversários não são os nossos inimigos, e sim nossos defeitos. Se estivermos imbuídos sinceramente com a reforma íntima, observaremos que os inimigos são benfeitores, pois tendem a nos mostrar nossos erros e defeitos. Os desafetos nos propiciam o exercício da paciência e da tolerância. Não podemos nos preocupar com as opiniões alheias. Muitas vezes, perdemos a paz e a alegria, quando fixamos o pensamento no passado sombrio e infeliz. Reforma íntima é também aprender a nos perdoar, a nos aceitar e a nos estimar. Esquecer o passado, aprender com ele e desligar-se dele, devem ser as condutas do bom cristão.
Entendamos também que não podemos mudar as pessoas que estão ao nosso redor. Só podemos, efetivamente, mudar a nos mesmos. No dizer de André Luiz: “Vencedor é aquele que venceu a si mesmo.”
Quando o Cristo disse: “Não penseis que vim trazer a paz à Terra; não vim trazer paz, mas a espada”.7 À primeira vista, essa afirmação pode nos parecer estranha. Como poderia o Príncipe da Paz dizer tamanho despautério? Entretanto, a guerra a que Ele se referia não era entre nações ou entre nós, e sim, dentro de nós mesmos. Era a grande luta que teríamos que travar em prol de nossa reforma íntima. Guerra contra nossas inferioridades e defeitos, contra o orgulho e o egoísmo. O Pai de bondade e de sabedoria está sempre de braços abertos a nos esperar na tarefa que só a nós compete realizar: a da transformação moral. Ir ao encontro do Mestre é contribuir com o mundo através de atos e atitudes, amando a todos indistintamente.
Enquanto o homem terreno não se livrar de seus desejos e de suas prisões materiais; enquanto não se cansar de dedicar-se apenas às coisas do mundo, não se entregará totalmente aos braços de Jesus. Somente depois de muitas dores e desilusões, encontraremos Nele o refúgio e a paz de que tanto carecemos.
A expressão: “cansados e oprimidos”, refere-se às dores e provações a que estamos sujeitos quando na carne, pois essas dores, além de cansar-nos, também nos oprimem.
O convite de Jesus é dirigido a todos, sem exceção, pois não há quem, neste mundo, não sofra. Dirige-se mais aos cansados e oprimidos. Nesses, o coração está ansioso por um consolo, por uma diretriz. Quando sofremos, somos mais receptivos e nos aproximamos mais Dele.
A história da humanidade é uma imensa cadeia de sofrimentos de ordem física e moral. Neste planeta de provas e expiações, todos sofrem: o jovem, o velho, o rico, o pobre, o branco, o preto, o índio, o que mora no palácio e o que mora na choupana. Seria a dor uma lei? Não. A dor não é uma lei, é antes conseqüência de quem a violentou. Então, por que sofremos tanto? Sofremos porque erramos e erramos devido à nossa ignorância. O sofrimento é a conseqüência da ignorância. O homem terreno é muito mais ignorante do que mau. Se conhecêssemos a acreditássemos nas conotações da Lei de Causa e Efeito, não sofreríamos tanto. Na carta de Paulo aos Gálatas (6,7) está escrito: “Não erreis, pois de Deus não se zomba, pois tudo aquilo que o homem semear, isto também colherá”.Quem não quiser andar de braços dados com Jesus andará de braços dados com a dor. E essa dor é tão amiga do homem errado que, jamais o abandona, enquanto ele voluntariamente, não voltar, para os braços de Dele. É necessário termos em mente três atitudes básicas frente à dor:
1) saber sofrer, ou seja, entender, sem revolta, o porquê do sofrimento. Ter calma, paciência. Não se desesperar;
2) crer firmemente que a dor vai passar. Depois da tempestade vem sempre a bonança;
3) não reter a dor quando a hora de sofrer já passou.
O sofrimento é conseqüência do passado delituoso ou dos erros da vida atual. Somos, pois, herança de nós mesmos. Temos que nos conscientizar de que o futuro será construído por nosso comportamento atual. Normalmente, com algumas excessões, nesta encarnação, aqueles que mais sofrem são os que mais culpas têm a expiar e devem se alegrar com a idéia de que as lágrimas do sofrimento, suportadas com paciência e resignação lavam a nossa consciência e depuram nosso espírito.
Todo malefício exige reparação, assim como todo benefício, é crédito em nosso favor. Deus a ninguém pune. Entendamos, que a dor faz parte de nossa evolução, não é eterna, e sim passageira. Eterna é a felicidade que nos aguarda.
A Terra seria um paraíso, se ninguém tivesse razões para chorar, por isso nosso Mestre não amaldiçoa os tristes, mas convida-os à consolação.
É digno de nota observarmos que Jesus promete o alívio e não a cura de nossos males, sendo eles, na maioria, conseqüências de maus procedimentos do nosso pretérito, a cura completa cabe exclusivamente a nós. Somos os senhores de nossas vidas e, quando buscarmos o Mestre e o seu evangelho, encontraremos a paz que tanto almejamos.
A seguir, Jesus nos induz a uma tomada de posição, dizendo: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração; e achareis refrigério para vossas almas”.
Se Jesus fala em seu jugo é porque há outros tipos de jugos. Ele disse que: “Ninguém poderservir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.8
Se queremos a perfeição, temos que nos desvencilhar de toda a carga externa, de posses e conquistas materiais. O homem não deve possuir de seu senão o que puder levar deste mundo. Aceitar o jugo de Jesus é submetermo-nos ao livre arbítrio do amor sem sujeição, com espontaneidade e aceitação.
Concita-nos também a aprender com Ele, que é nosso Mestre.
É manso e pacífico, pois a serenidade e a mansuetude são próprias das almas nobres e evoluídas. É a característica dos espíritos elevados e sublimes.
No Sermão da Montanha, disse: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”. Quando nos convida a sermos humildes de coração, convoca-nos a simplicidade em tudo que fizermos: sentindo, pensando, falando ou realizando.
A humildade é sentimento, é coração. É a antítese do orgulho. Ser humilde é reconhecer nossa pequenez diante do universo e ter a consciência plena de que tudo pertence a Deus. Portanto, diríamos que o homem verdadeiramente humilde é aquele que tem, como norma de vida, o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O descanso empregado no versículo em estudo não significa jamais estagnação, mas movimento, pois a vida é dinamismo. O repouso prometido é o do trabalhador de consciência tranqüila, que é feliz por ter a certeza de não ter prejudicado nem humilhado ninguém. O descanso da alma advém do tribunal de sua consciência.
“Porque o meu jugo é suave e leve o meu fardo.”9 O jugo do mundo atribula e cansa o homem. O fardo do mundo aniquila a criatura por ser muito pesado. Quanto mais o homem faz, mais deseja fazer, porque maior é a sua ambição. Ao contrário, quanto mais nos entregarmos a Jesus, mais leve será o nosso fardo.
É também certo que ninguém é sobrecarregado com fardos superiores às suas forças, entretanto, alguns indivíduos pensam estar carregando fardos superiores às suas possibilidades. O que ocasiona essa falsa sensação de sobrecarga é a revolta íntima de pensar que o peso que está colocado sobre os seus ombros é superior às suas possibilidades de transportá-lo. A rebeldia contra os desígnios do Criador gera esse aparente excesso de carga, muito comum nos espíritos néscios e invigilantes. Quando fazemos qualquer coisa contra nossa vontade, não sentimos nenhum prazer, e por isso o fardo se nos apresenta como excessivamente pesado.
As vicissitudes que encontramos, quando encarnados, são realmente grandes, mas, se entendermos a mensagem do cristo, faremos a surpreendente descoberta de que esse peso se tornou leve e é precisamente nessa suavidade e nessa leveza que o homem encontrará alívio e descanso.
1 FRANCO, Divaldo Pereira. Loucura e obsessão, cap. 4, p. 47.
2 Jo 14, 15-7.26.
3 KARDEC, Allan. A gênese, cap. XVII.
4 KARDEC, Allan. Revista Espírita, mar. 1848.
5 DUFAUX, Ermance (Espírito); psicografado por W. S. Oliveira. Mereça ser feliz.
6 Jo 14; 6.
7 Mt 10;34.
8 Mt 6;24.
9 Mt 11;30.

Boa noite.
Foi com grande satisfação que procurando matéria para falar do Consolador prometido encontrei aqui um material profundo e muito interessante para se pensar e analisar.
Obrigada pela ajuda de me darem subsidios para o tema.
Fiquem em paz!
SoniaS
Boa tarde,
Adorei este material, me ajudou muito, veio de encontro com o que eu estava procurando.
Abraços e meus parabéns